O Tribunal de Contas recebeu, na última sexta-feira (23), a visita da delegada Patrícia Domingos, titular da Delegacia de Crimes contra a Administração Pública (Decasp). Ela esteve com o presidente Marcos Loreto para agradecer o apoio do TCE e o trabalho de parceria com a polícia que têm ajudado nas investigações sobre crimes cometidos por gestores públicos.

A mais recente foi a Operação Ratatouille, deflagrada no último dia 21 de março, para apurar denúncias de crimes de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e fraudes em licitação, que teriam sido cometidos na gestão do ex-prefeito José Ivaldo Gomes, o Vado da Farmácia, nos anos de 2013 a 2016. As investigações se basearam em auditorias especiais feitas pelo Tribunal de Contas que identificaram várias irregularidades administrativas na gestão.

"Os relatórios de auditoria são o coração dos inquéritos policiais. Sem esse trabalho do Tribunal de Contas, não conseguiríamos avançar nas investigações e obter os resultados que temos conseguido nas muitas operações realizadas pela polícia", disse a delegada. "O TCE produz provas que servem de fundamento para que a justiça decrete alguma medida no sentido de  responsabilizar criminalmente os maus gestores", continuou. "Por isso a importância dessa parceria. Para devolver a esperança ao cidadão penalizado pela má utilização do dinheiro público e para que ele entenda que as denúncias resultam sim em punição", afirmou.

Patrícia Domingos aproveitou ainda para elogiar a qualidade técnica dos relatórios produzidos pela equipe de auditoria do TCE, pelo nível de excelência, credibilidade, fácil compreensão e robustez de provas, segundo ela.

O presidente Marcos Loreto reiterou a importância da parceria entre a polícia e os órgãos de controle, no sentido de inibir os maus gestores e combater a corrupção em Pernambuco. Ele falou dos projetos de sua gestão que têm como objetivo estimular ainda mais o controle social, entre eles, a ampliação da base de dados do Portal Tome Conta e o reforço de equipes de auditoria em campo, nas cidades do interior. "Essa união é fundamental para que a gente consiga não só fiscalizar melhor o gasto do dinheiro público e inibir os maus gestores, como também punir aqueles que tentam fraudar licitações e cometer outros tipos de crimes contra a administração pública", afirmou.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 26/03/2018