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Os conselheiros do Tribunal de Contas aproveitaram a sessão do Pleno desta quarta-feira (20/08) para prestar uma homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, que morreu em São Paulo no último dia 13, vítima de um desastre de avião. Quem propôs a homenagem por meio de um voto de pesar foi o conselheiro-presidente, Valdecir Pascoal, para quem Eduardo Campos era uma liderança diferenciada. “Na dimensão pública, destaco sua habilidade política e o seu talento para a gestão. Equilibrava esses atributos de uma forma muito especial. Ao tempo em que buscava implementar políticas públicas de inclusão social e de natureza desenvolvimentista, não esquecia de se valer de modernas ferramentas da boa governança pública”, disse o presidente.

O conselheiro Marcos Loreto também reverenciou a memória do ex-governador, a quem assessorou no Ministério da Ciência e Tecnologia e no Governo de Pernambuco. Ele disse que o Eduardo Campos reunia a um só tempo “paciência, habilidade, coragem, ousadia e determinação para fazer as coisas”. E propôs que lhe fosse conferida, “post mortem”, a Medalha Nilo Coelho, e que se desse o seu nome ao próximo edifício que vier a ser construído pelo TCE. 


O ex-governador também foi homenageado pelo conselheiro Dirceu Rodolfo, que o definiu como um homem capaz de dialogar com o futuro. “Com sua morte, aos 49 anos, a nossa geração foi abortada. Não se produz um líder político como Eduardo em menos de 50 anos”, afirmou.

A conselheira Teresa Duere classificou Eduardo Campos como um político “destemido, corajoso e desbravador de ações”, que herdou do avô Miguel Arraes a vocação política e do pai, o escritor Maximiano Campos, já falecido, o gosto pela literatura e pelo conhecimento.

O conselheiro substituto Carlos Pimentel lembrou ter trabalhado com Eduardo Campos na Secretaria da Fazenda de Pernambuco, ocupando o cargo de Diretor de Planejamento quando ele era o responsável pela pasta. E já o via, naquela época, defendendo a “meritocracia” na gestão pública.

Por fim, o procurador geral do Ministério Público de Contas, Cristiano Pimentel, homenageou o ex-governador dizendo que subscrevia as palavras que foram ditas pelo presidente Valdecir Pascoal.

Veja, abaixo, a íntegra das palavras do presidente Valdecir Pascoal  

1) Pernambuco sempre esteve presente na História do Brasil. Há uma semana, exatamente na manhã de quarta-feira (13/08), entramos novamente para a história. Naquela manhã de uma quarta cinzenta morria tragicamente o ex-Governador Eduardo Campos, que teve uma carreira política intensa e brilhante: Deputado Estadual e Federal, Secretário do Governo e da Fazenda, Ministro de Estado, Governador por dois mandatos e  candidato à Presidência da República.

2) Era uma liderança diferenciada, pois reunia um conjunto de atributos que, amiúde, encontramos de forma isolada em outros homens públicos.

3) Na dimensão pública, destaco sua habilidade política e o seu talento para a gestão. Equilibrava esses atributos de uma forma muito especial. Ao tempo em que buscava implementar políticas públicas de inclusão social e de natureza desenvolvimentista, não esquecia de se valer de modernas ferramentas da boa governança pública.


4) Ele reunia, a um só tempo, a paciência para o diálogo, o convencimento político e o olhar técnico do economista, que sabia deslindar a complexidade dos números e gráficos – tanto da micro como da macroeconomia. Mas acima de tudo, ele esteve sempre ao lado das principais causas cidadãs: a causa da liberdade e a causa democrática.


5) Na dimensão pessoal, não há como deixar de mencionar o homem de família exemplar: filho, esposo, pai e o bom amigo que sempre foi.


6) A sua relação com o TCE também merece ser realçada: o respeito e a deferência institucional, o respeito à nossa autonomia e o reconhecimento da qualidade de nossos servidores, na medida em que muitos quadros do TCE ocuparam cargos de envergadura no seu governo, ou seja, na administração pública estadual.


7) Com trabalho, inteligência e uma determinação incomum, ele conseguiu galgar um posto sobranceiro no cenário político nacional.


8) Eduardo Campos entra para a história da Nação como um homem público idealista, honrando as suas origens e a história de bravura do povo pernambucano.


9) Uma palavra final à nossa querida servidora, Renata, coincidentemente minha colega de concurso. Ingressamos juntos no TCE, em 1991. Hoje o Brasil testemunha o que nós todos já sabíamos: sua força, sua fé, sua coragem, sua ternura e sua consciência cidadã.


10) Envio também um abraço afetuoso para a sua mãe, Ana Arraes, ministra do TCU e também ex-servidora deste TCE.


11) Que Deus proteja e conforte toda a família, fazendo chegar a todos eles – sua mãe, sua esposa, seus filhos Maria Eduarda, João, Pedro, José e Miguel; seu irmão, o advogado Antonio Campos  – o nosso profundo pesar e a nossa irrestrita solidariedade.


12) Nosso sentimento de pesar estende-se aos outros seis profissionais que faleceram na mesma tragédia: Carlos Augusto Leal Filho (Percol), Alexandre Severo, Marcelo Lyra, Pedro Valadares Neto, Geraldo da Cunha e Marcos Martins. Que as suas famílias sejam informadas de nossa profunda solidariedade.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 20/08/2014