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O presidente do TCE-PE, conselheiro Marcos Loreto, lamentou nesta terça-feira (23) a morte, ocorrida em João Pessoa (PB), do ex-presidente da OAB-PE e ex-deputado federal Fernando Vasconcelos Coelho, de quem era sobrinho por parte da mãe. Ele disse que o ex-deputado foi um dos homens públicos mais “corretos e éticos” que conheceu ao longo de sua vida, tendo deixado exemplos de correção e respeito à coisa pública em todos os cargos que ocupou, tais como o de procurador da Prefeitura do Recife, presidente do Ipsep, diretor do Banco do Nordeste e chefe da Assessoria Especial do terceiro governo de Miguel Arraes (1995-1998).

“Independente do parentesco que tinha com ele, admirava-o muito para sua cultura e coerência política”, disse o presidente do TCE. Fernando Coelho era paraibano de João Pessoa, mas fez toda sua carreira política e profissional em Pernambuco. Tinha 86 anos de idade e era irmão do ex-prefeito de Olinda, Germano Coelho e do ex-procurador do TCE, Gilvandro Coelho. Ele estava internado num hospital da capital paraibana havia 18 dias após ter sofrido um AVC hemorrágico.

Fernando Coelho teve dois mandatos de deputado federal (1975-1978 e 1979-1982), na Câmara se destacou com um dos parlamentares mais atuantes em defesa da revogação dos atos de exceção, da concessão de uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para as vítimas do golpe militar e da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. Em novembro de 1982 foi candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo então senador Marcos Freire, derrotado pelo candidato governista Roberto Magalhães Melo. No governo Eduardo Campos (2007-2014) coordenou a Comissão Estadual da Verdade, que teve como principal finalidade apurar os casos de violação aos direitos humanos ocorridos em Pernambuco durante a ditadura militar.

O sepultamento está previsto para esta quarta-feira (24), às 8h, no cemitério de São João Batista, na capital paraibana.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 23/04/2019