Em sessão do Pleno, realizada nesta quarta-feira (20), os conselheiros aprovaram dois votos de pesar pelo falecimento do jornalista Inaldo Sampaio, ocorrido no último dia 11 deste mês, e do ex-procurador do MPCO, Gilvandro Coelho, que morreu dia 13 passado. Os votos foram propostos pelo presidente do TCE, Marcos Loreto.

O presidente fez uma homenagem a Inaldo, enfatizando a importância dele para o jornalismo pernambucano, enquanto repórter e comentarista político. Loreto conheceu Inaldo no início da sua vida profissional e recordou que as conversas com ele eram sempre uma alegria e um aprendizado. Em relação a Gilvandro Coelho, que era seu tio, o presidente comentou que uma das últimas diversões do ex-procurador era folhear o livro sobre os 50 anos do Tribunal de Contas, que, por curiosidade, foi escrito por Inaldo Sampaio.

Na sequência de homenagens, o conselheiro Valdecir Pascoal ressaltou as qualidades de Inaldo como jornalista e destacou o “amigo fraterno” e a admiração que tinha pelo profissional de “envergadura nacional” . Pascoal também relembrou as viagens que realizou quando era diretor da Escola de Contas e depois como presidente da Atricon, tendo Inaldo como seu assessor, as dicas que recebia e o quanto isso o ajudou. “Fica a saudade e o reconhecimento por tudo que ele realizou”, disse.

A procuradora geral do MPCO, Germana Laureano, além de se associar aos votos em nome do Ministério Público de Contas, falou sobre a importância para o Tribunal do ex-procurador. Já em referência a Inaldo ela comentou sobre o amor pela profissão e as conversas agradáveis que tiveram. “Dignificou muito o TCE ter Inaldo como o retrato da sua comunicação”, falou.

O conselheiro Dirceu Rodolfo destacou a força e a coragem de Inaldo Sampaio que mesmo com uma doença grave, nunca se abalou. “Ressalto o senso de organização, de mesmo quando se deparou com a morte, Inaldo sempre trabalhou e sempre cuidou da família, mesmo com as adversidades, até o final”, comentou. Dirceu também citou um trecho do livro “O Sentido do Fim”, de Julian Barnes, que diz: “o difícil é olhar para frente e se ver olhando para trás”. E, nas palavras dele, "Inaldo conseguiu fazer isso, algo raro entre as pessoas".

Dirceu também falou sobre Gilvandro Coelho e de todo o aprendizado que teve com seu ex-professor do curso de Direito que, para ele, era uma referência sobre Tribunal de Contas e controle externo. "Foi com ele que aprendi o significado da palavra ética", comentou o conselheiro que lembrou que além de professor, Gilvandro foi Secretário de Estado e autor de uma vasta obra sobre Direito e Ética.    

Sobre Inaldo, o conselheiro Ranilson Ramos destacou a amizade de mais de 40 anos com o jornalista e, assim como outros conselheiros, contou histórias e enalteceu os conselhos recebidos por Inaldo durante sua vida política.

A conselheira Teresa Duere lembrou que a outra paixão de Inaldo, além do jornalismo, era a música. “Na sua despedida não faltou poesia, música e alegria, pois foi assim que Inaldo viveu”.

O conselheiro Carlos Neves trouxe o registro sobre a homenagem recebida por Inaldo no Encontro de Artes e Cultura do Pajeú, que ocorreu no último fim de semana no museu Cais do Sertão. Ele lembrou do amor de Inaldo por sua terra, São José do Egito, sendo tratado como um “embaixador do Sertão”.

VISITA – A sessão também contou com a presença de alunos do curso de Ciências Contábeis da Faculdade do Belo Jardim (FBJ) que vieram por meio do programa TCEndo Cidadania. Além do Pleno, eles também visitaram a Escola de Contas Públicas onde assistiram uma palestra sobre “O TCE no Controle Social”.


Gerência de Jornalismo (GEJO), 21/11/2019