Conselheiros e servidores do Tribunal de Contas despediram-se na última sexta-feira (27) do ex-auditor-geral do órgão, Luiz Arcoverde Cavalcanti, que morreu na véspera, no Hospital Português do Recife, aos 89 anos de idade, vitimado por um AVC (acidente vascular cerebral).

Ao velório e cremação do corpo, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, compareceram os conselheiros Marcos Loreto (presidente em exercício do órgão) e João Carneiro Campos, os conselheiros aposentados Adalberto Farias e Roldão Joaquim dos Santos, além de conselheiros substitutos, procuradores de contas, servidores de diversas áreas, além de dezenas de amigos e familiares.

PERFIL – Luiz Arcoverde Cavalcanti nasceu em Buíque no dia 8 de maio de 1928. Fez o curso primário em sua cidade e o curso médio em Pesqueira (Ginásio Cristo Rei), Garanhuns (Colégio Diocesano) e Recife (Colégios Osvaldo Cruz e Americano). Bacharelou-se em Direito pela UFPE na turma de 1957.

Começou a trabalhar no serviço público em 1951 como assessor técnico de Orçamento e Finanças da Assembleia Legislativa, cargo que ocupou até 1968. Em outubro desse mesmo ano, após a criação do TCE, foi nomeado auditor do órgão e permaneceu à frente deste cargo até 16 de junho de 1982, quando requereu aposentadoria.

Em 17 de junho desse mesmo ano foi nomeado para o cargo em comissão de Auditor Geral, no qual permaneceu até 14 de junho 2010. Seu último cargo no TCE foi de assessor do gabinete da Presidência - 15 de junho de 2010 a 1º de janeiro de 2012.

Mesmo afastado do órgão, visitava-o costumeiramente às quartas-feiras, onde recebia amigos e ex-colegas de trabalho no gabinete do filho, Luiz Arcoverde Cavalcanti Filho, que é conselheiro substituto (concursado) da instituição. A partir de meados deste ano, porém, já com a saúde debilitada, interrompeu essas visitas.


ATIVIDADES – Luiz Arcoverde Cavalcanti foi um dos mais assíduos e dedicados servidores do TCE desde a sua criação em 15 de outubro de 1968 por ato do então governador Nilo de Souza Coelho. Tinha profundo conhecimento da legislação pertinente ao Estado e aos Municípios, o que o fazia ser procurado quase que diariamente por prefeitos, vereadores, advogados, assessores jurídicos e procuradores de prefeituras em busca de orientação.

Por seus vastos conhecimentos nessa área, integrou a comissão que elaborou o Código Tributário de Pernambuco em 1958, redigiu as conclusões do histórico “Encontro de Salgueiro”, realizado nesse mesmo ano, que culminou com a criação da Sudene em 1959 e integrou o grupo de trabalho que adaptou a Constituição de Pernambuco à Constituição Federal de 1967 promulgada pelo Congresso Nacional.

Gerência de Jornalismo (GEJO), 30/10/2017