"Quando lemos ou escutamos a divulgação pela imprensa de trabalhos de auditoria realizados pelo Tribunal de Contas, quais são as informações mais frequentes? Em geral, falam de desvios de recursos, prejuízos aos cofres públicos e descumprimento das leis, não é mesmo?"

No entanto, há outros aspectos importantes que afetam não só o dia a dia de grande parte da população, mas também o futuro do país.

"O material didático está chegando no início do ano letivo nas escolas públicas?" "Os alimentos da merenda escolar entregue aos estudantes têm qualidade?" "Os médicos cumprem a carga horária na rede pública?" “ Os presídios estão adequados para melhorar as condições dos apenados?” “A distribuição de abastecimento de água é feita através de uma gestão que evita o desperdício?” “Os aterros sanitários garantem a proteção do meio ambiente?”


Estas são algumas questões avaliadas pela auditoria operacional, ou de desempenho, que analisa a qualidade dos serviços prestados ou dos produtos entregues, ou seja, se atendem às necessidades da população, se acontecem no tempo certo, se as pessoas impactadas estão satisfeitas, se as ações executadas estão trazendo melhoria de vida para o cidadão, se os recursos estão sendo aplicados da melhor forma e se são distribuídos de forma justa, para quem mais precisa (equidade).


O TCE tem avaliado ações na educação, saúde, saneamento, segurança, assistência social e em outras áreas que impactam na vida dos pernambucanos.

Em resumo, a auditoria operacional é uma avaliação da gestão pública levando em consideração aspectos relacionados à qualidade, à economicidade, à eficiência, à eficácia e à efetividade de serviços, de produtos, e até de programas de governo ou de organizações. A partir dessa avaliação, o TCE determina aos gestores responsáveis que adotem medidas para resolver os problemas encontrados e acompanha a implantação dessas medidas.